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domingo, 15 de abril de 2018

A síndrome do CD gravado


Podia fazer uma pesquisa, estilo aquela de ontem, que nós fizemos, mais um pouco mais científica: alguém lembrar-se de uma banda, por exemplo, uma, só uma, que tenha permanecido a mesma depois que gravou o primeiro CD. Eu não conheço nenhuma. Nem a minha. Enquanto está preparando o CD, que maravilha: Irmão! Glória a Deus! Aleluia ! E reza... Não é assim, Nelsinho? É verdade! 





Todo mundo dá o seu melhor. Faz economia. Vende pastel na rua. Vende isso, vende aquilo... Faz coleta pra juntar o dinheiro. Aí grava o CD. Aí vem a Síndrome do CD Gravado... Porque a pessoa passa uma semana no estúdio, gravando, e sai de lá achando que é a maior especialista em música que esse mundo já teve. Beethoven, nem antes de ser surdo, não sabia tão bem quanto essa pessoa. A pessoa se reveste de um orgulho musical: Eu gravei um CD! E começa agora, na conversa dela, a falar... Ela vai tocar na Missa (com aquela caixinha que o Nelsinho treinou muito) e pede assim: Por favor, me dá um reverb aqui. Não, falta uma impedância no som. Não tá claro pra mim. Ele já se sente o rei. Ela já se sente a rainha. 

Aí sai o CD. Normalmente essas bandas vendem aí uns 400, 500 CDs... Os outros 500 já ficaram lá, entalados. Porque a família da gente, por maior que seja, não tem dinheiro pra comprar tudo, não é? E aquela música que você acha a coisa mais linda do mundo... Você nota bem: o campo da música é o campo dos equilíbrios fáceis. Normalmente vem uma pessoa, quando a gente tá viajando ou pregando um congresso... Ela vem com um cdzinho gravado, um envelope, e diz: Olha, aqui tem umas músicas que eu fiz, mas são lindas, lindas! Músicas inspiradíssimas que o Senhor me deu e eu queria que o senhor escutasse. Mas ela já garantiu que são lindas e maravilhosas. Que nunca na Terra foi feita uma canção tão bela feito a dela! Toda pessoa tem essa síndrome, a Síndrome do CD Gravado.

Começam as briguinhas. Começam a brigar no show! Porque é impossível você reproduzir depois, no palco, com as dificuldades normais de um palco (por melhor que ele seja), aquela qualidade técnica do CD, onde tem tudo marcadinho, até o tempo tá lá: tuc, tuc, tuc... E o rapazinho tá lá atrás daquele aquário lá, feito um peixinho, olhando pra gente e dando sinal... Você não tem mais isso. Você perde isso. Aí começam a brigar.  E como perderam aquilo que segurava, que é a espiritualidade... O músico sem espiritualidade é uma tragédia, porque o mundo conhece muito bem as desgraças. 

Vocês sabem muito bem: os grandes músicos do mundo são grandes músicos! Escute um show de rock, os guitarristas tocando, que coisa espetacular! O que eles são capazes de fazer com o instrumento! Ah se a gente tocasse daquele jeito! São homens e mulheres excepcionais, só não têm esse outro lado (que nós também perdemos)... 

Eu tenho observado isso. Eu já vi nessas andanças Brasil a fora (nos últimos 20 e poucos anos, quando surgiu o CD)... Eu não quero ser exagerado, mas eu já vi uns mil CDs sendo lançados. Tem dia que lá em casa me dão uma pilha assim. Todo mundo grava o seu. Mas, engraçado, 99%, pra não dizer 100% (porque eu não conheço nenhuma, nenhuma)... Eu queria conhecer uma: A nossa banda gravou um CD já faz três anos e continua com a mesma formação. Queria conhecer! Aliás, pode marcar com a minha produção que nós vamos fazer um programa especial sobre isso! Tem que trocar um, trocar outro. Começam as briguinhas de ego. E se há uma coisa certa na música é: um músico cheio de si dá dó! Entendeu, Sapo? A primeira e a última (nota). Quando você acha um músico cheio de si mesmo, que se acha o máximo, ele não tem mais conteúdo. E uma coisa interessante: quando a pessoa vai perdendo a unção, ela vai perdendo também a técnica. Há uma íntima relação entre técnica e unção. Porque o que faz a pessoa ir atrás da música, o que faz pessoa treinar, o que faz a pessoa repetir, repetir, repetir, é a iluminação e a inspiração espiritual.“

Padre Léo 

Trecho da pregação: Música que cura e liberta

quarta-feira, 11 de abril de 2018

A causa da dor, crucificação e morte de Jesus

"Quinta-feira santa. Jesus, inclusive, já tinha instituido a Eucaristia. A sua missão terrena estava chegando ao final. Jesus viveu um momento lindo com os apóstolos. Leia João 13, com calma... A última ceia, o lava-pés. Jesus tinha acabado de instituir o sacramento da Eucaristia. Saiu só com os apóstolos porque, com certeza, quando Ele instituiu a Eucaristia tinha outras pessoas... O pessoal que estava ajudando a fazer a comida. O pessoal que cuidava ali do Cenáculo... Saiu só com os doze apóstolos. Saiu do Monte Sião cantando os Salmos. Está explícito na Bíblia, releia depois. Eu imagino, gente, Jesus andando... Aliás, toda vez que eu vou na Terra Santa, eu vejo Jesus andando lá! Em certos lugares que eu vou lá, eu vejo Jesus direitinho. Eu imagino Jesus descendo aquela pirambeira do Monte Sião dando risada com os apóstolos. Um clima muito alegre: Ele tinha acabado de instituir a Eucaristia! Embora faltasse um apóstolo. Quem daqueles doze não estava naquele grupinho? Que tristeza! Tinha acabado de receber a comunhão e foi embora.



Jesus se mantém na mesma fidelidade: sai cantando os Salmos! Desce, passa pela pirambeira do vale e chega no seu lugar predileto. O Monte das Oliveiras, o lugar do Getsêmani era o caminho da roça de Jesus. Todas as vezes que Jesus estava em Jerusalém, a Bíblia conta que Jesus dormia onde? Em que lugar Jesus dormia quando estava em Jerusalém? Dormia em Betânia. Qualquer hora da noite, Ele chegava em Betânia. É caminho, Jerusalém para Betânia.  Essa flor é em Jerusalém e essa flor é em Betânia... Embora Betânia seja uma flor pequeninha. Aqui no meio, onde ficam esse fios, fica o Monte das Oliveiras (padre Léo usa como analogia as flores e fios do palco para mostrar como um lugar é perto do outro). Desce do morro, Jerusalém está no alto. Aqui vem o Monte das Oliveiras, Betânia está aqui do ladinho do monte. E Jesus vem no caminho da roça. Caminho que pouca gente usava. Primeiro, porque era cheio de mato. Segundo, porque era cemitério perto, do lado. É uma zona abandonada até hoje. Até hoje é cercada a maior parte por cemitérios... E grandes cemitérios! Era um lugar de pouco acesso, por isso eles precisavam que alguém do grupo contasse onde estavam. Aí Jesus vai pra onde com o grupo? Pro lugar que ia sempre pra rezar! Mas naquele dia... E há dias que você também tem e eu tenho... Há dias em nossa vida que uma dor lancinante toma conta do coração da gente. Naquele dia, não porque Ele tinha lido o horóscopo e sabia o que ia acontecer no dia seguinte, mas porque as evidências eram grandes demais. Não porque Ele soubesse do planinho do Pai, e tava na hora da conversão do Pai... Não! Jesus foi até o fim (João 13,1) por fidelidade absoluta ao projeto amoroso do Pai, que é salvar os filhos. Essa é a causa do sofrimento, da dor, crucificação e morte de Jesus."


Padre Léo

Trecho da pregação: Os verdadeiros amigos de oração

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Racismo: a luta continua...

Hoje, 04 de abril, o mundo relembra 50 anos do assassinato do pastor da Igreja Batista: Martin Luther King, que se tornou o maior líder na luta pelos direitos dos negros nos EUA. Lutou contra as leis criadas para manter os negros separados dos brancos.
A sua morte em 1968, não enterra o sonho da igualdade racial, diz o seu filho. A voz do “Dr King” ecoa para ir contra o racismo hoje. Somos chamados a viver o amor no serviço aos irmãos.


Trazemos aqui um texto atualíssimo do livro: “Rastros de Deus”. O capítulo: “Como está a Terra? , padre Léo nos fala de um planeta que pede socorro.
“Ao acordar, Leão refletia em tudo o que estava lhe acontecendo... a terra dos homens tão sofrida e machucada pelos próprios homens. Pensava muito no mundo inteiro, nas grandes preocupações do mundo dos negócios, nas contradições presentes... Como é difícil compreender o racismo, a fome, a guerra e tantas outras coisas que acontecem no mundo”.

A lembrança de seus amigos negros o fez sentir saudades, sonhar, olhar à frente, na busca de um mundo melhor.
“Leão olhou com tristeza para o Brasil e amou profundamente os negros. O verdadeiro Brasil é o país do negro. Sua padroeira é negra, sua comida típica também é negra. Lembrou-se com saudade dos seus tempos de adolescente, quando passava grande parte de seu tempo na casa de sua amiga e mãe negra. Que saudade estava sentindo de Dona Ditinha, a quem carinhosamente chamava de Madrinha. Que negra maravilhosa, que havia lhe ensinado tantas coisas, inclusive a amar melhor os brancos.
Leão lembrou-se do Padre João Batista, daquele riso maravilhoso, que mandava embora tantas tristezas. João era, de fato, um irmão muito querido. Com ele, aprendeu principalmente a saber sorrir, mesmo que este sorriso fosse molhado por uma atrevida gota de lágrima”.

Martin Luther King fez de sua vida um ideal,sonhava com um mundo de paz, um mundo fraterno, todos de mãos dadas, caminhando numa mesma direção, aprendendo uns com os outros a amar.
“Afinal, quem melhor viveu a paz e pela paz do que Martin Luther King? Infelizmente, o negro é menosprezado, diminuído. E ele estava profundamente convencido de que, enquanto o mundo separar os homens pela cor da pele, estará incapacitado para amar,para enxergar além das aparências”.

Precisamos redescobrir, pela intercessão de Maria Santíssima, a mãe negra do nosso Brasil, que somos todos irmãos, e que sem amor não haverá superação do racismo. Sem amor não haverá vida fraterna.
Martin Luther King,” prêmio Nobel da Paz, pelo combate da desigualdade racial pela não violência”, lutou muito para concretizar o seu sonho de paz. Dizia: “Quando você perde a esperança, perde tudo”.
A esperança não é utopia. Apesar de tantas contradições, uma luz chega aos nossos corações. A verdadeira paz é dom de Deus, portanto vem de Deus, e nos faz "participantes dessa paz". Maria nos trouxe o autor da paz, o príncipe da paz. E vamos construindo essa paz, à medida em que buscamos a comunhão com Jesus, o único capaz de nos dar a graça de sermos construtores da paz.
“É necessário sermos paz. É necessário lutarmos pela paz, colocando a paz como meta e estratégia de nossa luta”.



terça-feira, 27 de março de 2018

Família, lugar de reconciliação

A Comunidade Bethânia se reuniu na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista- SP, nos dias 09 a 11 de março de 2018, para o Encontro na Trilha da Cura. 




Trazemos aqui alguns trechos da pregação de padre Vicente bth, muito propício neste início da Semana Santa, quando somos convidados a olhar para a cruz de Cristo, e compreender que todas as graças nos vêm de Deus e que somente Ele pode realizar a salvação em nós. 
Pela morte de Jesus, Deus, fonte da salvação, deu-nos vida plena, entregando seu Filho para morrer em nosso lugar, para que sejamos famílias reconciliadas, conforme a vontade do Pai.

A família cristã continua sendo uma comunidade de amor, em que os seus integrantes possam abrir-se com uma sincera confiança. Padre Vicente pregando sobre o tema: Família, lugar de reconciliação, vem refletir, do apóstolo Paulo:  
“O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram. Sim, ele morreu por todos, a fim dos que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu....”  (II Cor 5,14ss).

Os que aceitam Jesus pela fé tornam-se novas criaturas
“Agora não é mais do jeito do mundo, as ideologias do mundo, agora é do jeito de Jesus. Se alguém está em Cristo é criatura nova. O antigo passou, agora é novo. Não é novidade que passa, é tudo aquilo que Deus sonhou para você desde a eternidade”.

Padre Vicente nos mostra a importância do versículo 18, quando São Paulo vai nos dizer que a reconciliação é um dos aspectos da obra de Cristo como redenção.
“É como se Deus fizesse esse apelo a você, para a sua família. A sua missão já foi dada. O objetivo é que você se torne embaixador(a), ministro(a), instrumento de reconciliação”.

Mediante a morte expiatória de Cristo, Deus removeu a barreira do pecado, abrindo caminho para a volta do pecador. Isso é reconciliação. Padre Vicente nos explica de maneira clara e simples.
“O que preciso para reconciliar? É voltar-se para as Sagradas Escrituras. 
Reconciliação é a capacidade de unir de novo o fio quebrado. É a restauração da confiança, na amizade que foi perdida, que foi ferida e machucada. Reconciliar é colar de novo. E foi isso que Deus fez. Precisou de alguém para unir de novo o que foi quebrado, pela ruptura do pecado. Por isso Deus enviou seu Filho único para reatar a aliança quebrada, reconciliação com Deus, com os irmãos. Por isso, a verdadeira reconciliação acontece pela cruz”.





Jesus Cristo, ponte entre Deus e os homens

“Tudo isso vem de Deus , que nos reconciliou consigo, por Cristo, e nos confiou o ministério desta reconciliação” (II Cor 5,18)

Este versículo forte de São Paulo aos coríntios foi a base da segunda parte da pregação de padre Vicente bth (Encontro Na trilha da Cura 2018- Canção Nova), com o tema: Família, lugar de reconciliação. Vem conclamar a todos, neste contexto, às famílias a se reconciliarem com Deus.

O véu do tabernáculo significava que o ser humano não poderia entrar no lugar santo, não poderia aproximar-se livremente de Deus, devido a sua condição pecaminosa (cfe. Êx 26,33).
A única maneira de haver pleno acesso a Deus, seria rasgar o véu. Foi isso que Jesus Cristo fez ao derramar seu sangue na cruz. O véu (seu corpo) rasgado mostra que o caminho para a presença de Deus foi aberto. Estabeleceu-se a ponte.

 “O que reconciliou-nos com Deus foi a entrega total de Deus por nós. Deus, no seu infinito amor enviou seu Filho para ser a ponte, unir homem a Deus e os homens entre si.
A reconciliação é possível porque neste gesto de amor absoluto por nós, tudo foi refeito. O preço já está pago, por um preço alto, pelo sangue do redentor.
Jesus, que entregou a sua vida, renunciou o que era dele, assumiu até o fim, as consequências do pecado da humanidade, atendeu a vontade do Pai. Percebe até onde era seu desejo de nos reconciliar, o desejo de restaurar os relacionamentos?
É preciso olhar para a cruz para entender”.

O grande significado da Santa Cruz
“Família, lugar de reconciliação, passa por essa triangulação: esposo, esposa, e Jesus ao centro, sendo unidos pela cruz de Cristo. 
A família que tem consciência de que a sua casa é lugar de reconciliação,  ela sabe que está segura na cruz de Cristo, nos seus méritos da paixão, morte e ressurreição. É aquilo que o Senhor já nos deu, aquilo que é a preparação para a Semana Santa, a vivência dos mistérios de nossa salvação. É essa certeza que segura a sua família, a sua casa”.

Jesus no centro constitue uma família concreta
“O que fazer com uma traição? O mundo diz o que fazer: a separação, o divórcio. O mundo diz o que fazer com a educação de seu filho, o mundo diz tantas coisas a você e a sua família. Mas se você tiver consciência de que a Cruz de Cristo te segura, de que os efeitos dessa paixão, morte e ressurreição estão em sua casa, em seu lar. Se você viver essa triangulação, você saberá o que fazer.
Não existe família perfeita, por isso o padre Léo insiste Famílias Restauradas...”

Doar a vida, missão a qual fomos todos chamados
“A reconciliação só é possível, se fizer o que Cristo fez: doar a vida”.