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Textos para reflexão

O blog reserva espaço a reflexão através de trechos de livros e pregações do Padre Léo e do que mais Deus nos inspirar. Boa leitura!.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O caixote


"Eu nasci no dia em que meus pais faziam dez anos de casados. Olhem só que presente papai e mamãe ganharam. Dez anos veio 'eu'. E eu fui o nono filho. É, meu filho, lá em casa era assim! Que nem usar banheiro de rodoviária: saiu um, entra o outro. Morava na roça. Mamãe não tinha babá. Único que tinha é que nós babávamos. Mas o resto...



Agora, você imagina lá na roça, lá no Biguá, sem luz elétrica, sem água encanada, dois quartos, sala e cozinha... Como é que mamãe cuidava daquela filharada toda? Mamãe é inteligente! Mamãe pediu ao papai, ele fez um caixote de madeira. Ela forrou o caixote com colchão de palha e punha nós lá dentro. Aí mamãe ia lavar roupa: mamãe puxava o caixote. E nós lá dentro! Mamãe ia costurar: puxava o caixote. Vez em quando jogava uns bolos de fubá lá dentro. Por isso que lá em casa são todos bonitos assim, gordos. Então, mamãe para poder trabalhar e pensar, ela punha os filhos... Porque depois ainda vieram mais três. É, uai! Lá no Biguá quando passava carro, a gente corrria na porteira pra ver o carro, né? E quando passava avião, a gente corria e se escondia debaixo da cama. Eles falavam que avião trazia neném. Lá em casa já tinham doze! 

Então mamãe pra poder trabalhar e pensar, ela punha a gente dentro do caixote. O encardido resolveu copiar a mamãe. E o encardido pensou assim: 

- A Dona Nazaré, pra poder trabalhar, ela põe as crianças no caixote.

Aí o encardido reuniu a turma de encardidinhos dele lá, né? Falou: 

- Nós vamos ter que fazer assim é com o jovem. Se a gente quer mandar no mundo, a gente tem que encaixotar o jovem!

 Aí o outro encardido, mais meio burrinho, falou assim: 

- Você é burro, rapaz? Os filhos da Dona Nazaré, quando eles crescerem, eles vão sair todos do caixote. O jovem, ele é grande... Você acha que o jovem vai aceitar ficar dentro do caixote, sua anta?

Ai falou:

- Nós vamos colocar o jovem dentro do caixote, mas primeiro nós vamos por na cabeça dele que é dentro do caixote que ele é livre.

- Ah, rapaz! A tática é boa! Dá certo. Deu certo com Adão e Eva. Deu certo com aquele menino lá de Lucas 15... Vamos colocar os jovens no caixote. 

Padre Léo

Trecho da pregação: Os caixotes das drogas.

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Que espécie de ser humano nós estamos criando?


"Sabe o que me deixa mais triste quando eu ouço falar num sequestro desse que nem do *Olivetto? Quando eu li, no Jornal de Brasília de terça-feira que ele ficou preso numa casa... Fizeram um cômodo dentro de uma casa na rua Kansas. Eu não sei se esse 'Kansas' é de cansas de tanto esperar ou esse 'Kansas"' dos Estados Unidos, né? Ficou 53 dias preso numa casa. E que mais ou menos dez sequestradores cuidavam, revezando, dele. Agora, a polícia descobriu que esses sequestradores tinham alugado a casa uns dois meses antes. Prepararam a casa. Encheram a casa de câmeras pra ninguém ir lá pegar o homem. Puseram ele lá dentro.




 Aí vem na minha cabeça o seguinte: se fosse no Biguá esse sequestro, o sequestrador estava perdido. Porque se ele chegasse lá hoje pra montar a casa do sequestro, amanhã ele já tinha 26 visitas lá no Biguá. Com certeza! Depois de amanhã, a minha tia já tinha matado um porco e ia levar um pedaço de porco pra ele. Sim, lá no Biguá era assim! A gente visitava os vizinhos. 

Gente, eu não fico tão preocupado com esses sequestradores que vieram de outro país sequestrar não... A maldade sempre vai existir, infelizmente. O que me dói o coração é saber que numa rua cheia de gente, um morando do lado do outro... Mostrou na televisão, é uma casa grudada na outra. O vizinho do lado não percebeu que ali estava acontecendo alguma coisa! Não percebeu que estavam dez pessoas diferentes entrando e saindo sem falar com ninguém. Não percebeu que tinha uma pessoa presa lá dentro. 

Sabe por quê? Porque, segundo a Folha de São Paulo, 53% dos brasileiros estão olhando não para a casa do vizinho, mas pra casa onde estão os doze apóstolos do encardido criando o BBB, o 666. O novo número da besta que leva o ser humano a um individualismo, a um fechamento. Onde ele quer saber o que se passa na vida alheia de podre e de estragado, mas não quer se comprometer aquilo que vai na casa do vizinho dele do lado. Isso deixa a gente triste!"



"Pergunto: se você mora num prédio, se em um dos andares do seu prédio fosse usado como cativeiro para alguma pessoa, você teria descoberto? Talvez façam dez anos que você mora naquele prédio e nunca visitou um vizinho no andar de cima ou de baixo. Talvez façam dez anos que você mora naquela rua, mas você não sabe o nome da pessoa que mora na primeira casa. Você passa. Você vê sair. Você vê entrar. Que ser humano nós estamos criando? Isso é liberdade? 

A liberdade de vir alguém lá de fora, um estrangeiro, criminoso procurado no país dele, e vem aqui no meu país e mora na minha rua, ao lado da minha casa. Ao ponto de uma vizinha, que era estudante de medicina, ter colocado o estetoscópio na parede e ter escutado os gritos do homem. Meu Deus do céu! Que mundo é esse? É uma parede que nos separa! Mas que largura é essa parede? E pior: essa parede está sendo construída dentro das casas das pessoas. Porque nós estamos querendo ver uma porção de coisas lá fora que não nos comprometem. Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Sim, é permitido eu criar o meu mundo, a minha casa. Eu me criar numa situação individualista, num fechamento. Que espécie de ser humano nós estamos criando? Um ser humano pobre. Um ser humano ferido. 

Eu não acuso governador, eu não acuso a polícia, eu não acuso o governo por um sequestro desses. Eu me acuso! O meu coração entra num processo de exame de consciência, de ato penitencial. Porque, quem sabe, se fosse a casa do lado da minha usada como cativeiro, e talvez tenha alguém lá no cativeiro sim... Não desse sequestrador que pede dois milhões de resgate, mas do sequestrador que quer nos levar inteiros para o inferno. É por isso que São Paulo nos diz que não podemos fazer mau uso da liberdade. Nós fomos comprados. O nosso preço já foi pago. Nós todos aqui estávamos sequestrados. O Senhor nos resgatou."

Padre Léo

Trechos da pregação: "Nem tudo me convém".

Para adquirir essa pregação, clique aqui.

*Whashington Olivetto, um dos maiores publicitários do Brasil, responsável por algumas da campanhas publicitárias mais importantes do país. 

Para entender a história do sequestro de Olivetto, clique aqui.

"

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O jovem é a única força humana capaz de mudar o mundo

"A única força humana capaz de mudar o mundo são os jovens. Única. Mas o jovem é igual a um touro: ele não sabe a força que tem. Se o touro soubesse que é forte, você acha que alguém poria canga nele? Se o leão pensasse que é mais forte que o homem, alguém o colocaria numa jaula? Não. Ele engana. O encardido está enganando os jovens. O encardido, pra poder agir no mundo, ele tem que prender o jovem. Mas para prendê-lo, a tática dele continua sendo a mesma: é seduzindo. Enganando, mas fazendo a pessoa pensar que ela é livre, quando ela está presa!"




Padre Léo

Trecho da pregação: Os caixotes das drogas.

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sábado, 25 de junho de 2016

O evangelho do ter, do poder e do prazer

"O evangelho que governa a sua casa é o evangelho do ter, do poder e do prazer. E aí entra um grande inimigo da família: o consumismo. O consumismo mata. O nome já fala: o consumismo consome! Porque nunca você vai ter dinheiro pra comprar tudo que o mundo inventa que você precisa pra ser feliz. Nunca! Nunca você vai conseguir comprar tudo. 



Outro dia, uma senhora me procurou porque o marido dela a chamou de desequilibrada. E ela ficou muito chateada com aquilo. Onde já se viu o marido falar que ela era desequilibrada? E ela veio atrás de um aval mais abalisado: o meu! E eu falei:

- Por que o seu marido chamou a senhora de desequilibrada? 

- Porque eu gosto muito de sapato. 

- Mas a senhora gosta de ter ele no pé, né?

- É. Eu tenho uns 200 pares. 

- E o marido da senhora lhe chamou de desequilibrada? 

- Chamou!

- Ele é muito caridoso. A senhora é destrambelhada por completo! A senhora tem uma fixação! Isso é uma doença sexual! 

A mulher arregalou os olhos! Eu falei:

- Que marido bom! Primeiro por deixar a senhora comprar...

É o tipo da mulher que o marido quando vai ao Shopping, está sempre de mãos dadas com ela, sabe? Não larga de jeito nenhum! Porque, se larga, ela sai fazendo compra em tudo quanto é loja...  Pode ver, lugar que você mais vê casal de mãos dadas é no Shopping Center. O marido vai puxando... Segura firme! Tem uns que poem até a outra mão dela por baixo e vai batendo assim, a mãozinha..."

Padre Léo

Trecho da pregação "Restaurar a vida familiar".

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

A diferença entre comunidade e comodidade

"Infelizmente, eu já falei em muitos lugares desse Brasil afora, nossas comunidades viraram comodidade. A diferença é pouca entre comunidade e comodidade: troca-se duas letrinhas. Mas enquanto na comunidade o centro é o outro... Enquanto na comunidade Jesus está no centro e por causa de Jesus nós vivemos. E por causa de Jesus nós amamos. Na comodidade o centro sou eu. A família é uma comodidade em que cada filho tem o seu cômodo. E ninguém pode incomodá-lo. Cada um se acomoda.



Então é comunidade? Não! É comodidade. Onde ninguém mexe com ninguém. Ninguém fala o defeito de ninguém, mas ninguém elogia ninguém. Vivemos porta a fora. Não somos íntimos. Não somos comunidade. E por isso não somos lugar da vida. É pra ser íntima comunidade de vida!"

Padre Léo

Trecho da pregação: "Família, santuário de vida".

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