sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sacerdote, um presente de Deus


Sacerdote - um presente de Deus
(Padre Léo, SCJ)

Durante a adolecência e juventude surgem os grandes questionamentos no coração da pessoa. O jovem, preocupado com seu futuro, necessita de referenciais seguros. O sacerdote deveria ser este referencial não só no sentido de ajudar o jovem a se decidir vocacionalmente pelo sacerdócio, como para orientá-lo na escolha certa da profissão para a qual se sente chamado. Infelizmente muitos sacerdotes não têm tempo e outros não têm segurança para ajudar nossos jovens. Outros ainda, por se afastarem do aspecto sagrado de sua vocação, acabam sendo obstáculos para que os jovens se encontrem com Deus. 

Esta também é uma realidade que precisa ser rezada por todos nós. Por ser humano, portanto limitado, falho, pecador e necessitado da graça de Deus, o sacerdote nem sempre será sinal positivo. A comunidade cristã precisa assumir o compromisso de rezar pelas vocações e também pela santificação de seus sacerdotes. 

João Paulo II afirma com muita sabedoria e propriedade: “A vocação é a resposta de um Deus providente a uma comunidade orante”. A própria vivência do sacerdócio já é para o mundo um grande sinal profético. Mais do que nunca o mundo necessita deste sinal. Diante do materialismo terrível que acaba seduzindo e condicionando nossos adolescentes e jovens quanto ao futuro vocacional, o sacerdote, pela vivência da pobreza e da doação, anuncia o amor providente de Deus e denuncia toda forma de escravidão ao lucro e ao poder. 

O mesmo se dá em relação à sexualidade. Num mundo onde diariamente o jovem é bombardeado com canções, filmes, fotografias, novelas e programas de televisão que anunciam o sexo como uma necessidade vital, a vivência do celibato consagrado e da castidade anuncia a sexualidade como um mistério a ser vivido na hora certa, do jeito certo, com a pessoa certa, e ainda denuncia todo pansexualismo e erotismo exacerbado e despersonalizante.

 Se a juventude é marcada pelos grandes ideais, precisamos ter a coragem de propor grandes ideais aos jovens. No entanto, esta proposta tem que ser feita também de modo grande, visível, palpável. Embora, muitas vezes, o jovem viva a mediocridade, ele não a aceita. O jovem quer sempre encontrar algo mais e maior em tudo o que vê e faz. O sacerdócio precisa ser vivido como grande mistério que é. Somente assim nós que, não obstante nossas fraquezas, fomos chamados a esta vocação, estaremos sendo sinais e canais do amor de Deus para o mundo.

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