sábado, 7 de fevereiro de 2009

Nossos de-eficientes paraolímpicos



Os atletas que ganham medalhas recebem um destaque maravilhoso. Aparecem em todos os jornais. Os países contabilizam com alegria e emoção cada medalha olímpica, desde o bronze até a tão sonhada medalha de ouro. O pódio, de pouco mais de um metro de altura, naquela hora parece ser o mais alto edifício da Terra. Como deve ser emocionante ouvir o hino do próprio país tocado naquela hora! Como deve ser fantástico saber que o mundo inteiro está olhando para você.

Pouco tempo depois (das olimpíadas de Sydney - Austrália) aconteceram as Paraolimpíadas, uma edição especial das  Olimpíadas em que só participam atletas que tenham alguma deficiência física. E aí o Brasil fez bonito. Só que nada foi transmitido ao vivo pela televisão. Nenhum atleta foi recebido com as honras que merecia. Por que será? Ora, porque esses atletas não interessam aos patrocinadores, e o que não interessa aos patrocinadores não interessa aos meios de comunicação social. Como uma fabricante de tênis vai patrocinar um atleta que não tem perna? É uma pena.

O fato é que nas Oimpíadas de Sydney [...] em onze dias de competição, os atletas brasileiros conquistaram 22 medalhas. [...] Para chegar a um resultado tão positivo, o Brasil contou com a garra e a coragem de atletas especialíssimos. Não os conheço, mas aprendi a admirá-los pelo testemunho de luta. Gosto de quem não desiste da vida. Gosto de quem vence os desafios. só quem tem o coração curado consegue realizar feitos como esses:

  • Antônio Tenório da Silva: judoca cego, conquistou a medalha de ouro, repetindo seu feito de Atlanta em 1996.
  • Ádria Rocha Santos: velocista cega, conquistou duas medalhas de ouro, com a quebra de dois recordes mundiais, e uma medalha de prata.
  • Roseane Santos: a Rosinha, que tem a perna esquerda amputada, conquistou duas medalhas de ouro, quebrou dois recordes mundiais no arremesso de peso e no lançamento de disco.
  • Fabiana Harumi Sugimori: foi a primeira nadadora cega brasileira que conquistou uma medalha em Paraolimpíadas. Ganhou o ouro nos 50 metros, nado livre.
Toda essa história que foi contada aqui em recortes, você lê na íntegra, no livro Corações Curados de padre Léo, páginas 187-195.


Leia também outra postagem relacionada ao livro acima:
Padre Léo nos fala: "Vasos de barro"

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