quinta-feira, 8 de abril de 2010

A importância do amor

Trecho extraído do livro Viver com HIV - Pe. Léo, scj - página 135, 136 e 137:

Um dos grandes cientistas do amor é o Dr. Dean Ornish, professor de medicina da Universidade da Califórnia e fundador do Centro de Medicina Integrativa. O Dr. Dean foi considerado pela revista Life uma das cinquenta pessoas mais influentes de sua geração. Eis o que ele nos diz (cf. revista Isto É, 20/04/1998, p.36):

"Defendo a idéia de que o isolamento está entre os padrões de comportamento que aumentam assustadoramente os riscos de doenças e morte prematura. Cuidar da saúde cardíaca não é apenas controlar os níveis de colesterol, mas também achar o amor, a intimidade espiritual.

Os solitários e os deprimidos têm entre três a dez vezes mais riscos de contrair doenças ou de morrer prematuramente. Além do amor, que outro exemplo de atitude emocional influencia nas mazelas do coração?

A capacidade de perdão. Porém estamos esquecendo essa capacidade. Perdoar não significa que devemos concordar com todas as atitudes dos outros. Há que existir um balanço que permita perdoar e, desse modo, nos livrar dos ódios, culpas, estresses e medos."


E em entrevista especial à revista Veja, de 29/04/1998, ele destacou:

"Para evitar o ataque cardíaco é preciso mudar o estilo de vida.

Não se ensina isso na maior parte das faculdades, mas a sobrevivência saudável está intimamente ligada a fatores que por muitos anos consideramos do domínio das religiões ou dos gurus orientais. Refiro-me aos fatores subjetivos, como a meditação, a oração e a busca de intimidade, e aos prazeres da vida social. Recentemente, pesquisadores da Universidade do Texas fizeram duas simples perguntas a centenas de homens e mulheres que se preparavam para submeter-se a cirurgias cardíacas arriscadas. Os pesquisadores procuraram saber quem entre os pacientes considerava sua religião, não importava qual, uma fonte de segurança e conforto.

Também quiseram saber quais pacientes eram membros de grupos ou associações com os quais se reuniam frequentemente - uma igreja, um clube. Seis meses depois da cirurgia, o grupo de pacientes que respondeu afirmativamente às duas questões acima apresentou um índice de sobrevivência cinco a sete vezes superior aos demais operados.

Fatores antes relegados pela ciência médica estão sendo estudados com rigor, e seus resultados são surpreendentes. Está provado que a meditaçao desacelera os processos biológicos e mentais e acalma as pessoas.

Mulheres que se sentem isoladas têm chance três vezes maior de morrer de câncer no seio ou no ovário do que as que se sabem amadas. Homens que declararam nas pesquisas que não se sentem amados pelas esposas apresentam angina num índice 50% mais elevado do que os maridos felizes.

As necessidades humanas básicas não são apenas a comida e a bebida, mas o amor, a intimidade - não necessariamente o envolvimento romântico - e as relações sociais.

A meditação, a retomada da capacidade de amar e conviver em paz produzem no organismo uma recompensa química mais forte que os remédios.

Porque os franceses têm índices de ataque cardíaco precoce muito menores que os americanos, embora comam mais gordura e bebam mais?

Na França e na Itália, um almoço é uma celebração da vida. As pessoas dão risadas, conversam gostosamente. É bem diferente de engolir um hamburguer ou comer um pedaço de pizza sentado na calçada.

Em muitos lugares da Europa, onde a taxa de ataque cardíaco é menor, ainda impera um estilo de vida mais ameno, em que as relações sociais são baseadas na cooperação e não na competição. Acredito que no interior do Brasil ainda seja assim também."

Penso que não é necessário nenhum comentário complementar. Só posso dizer que concordo plenamente com cada palavra proferida por esse mestre da vida do coração. (Padre Léo, scj)

Se o padre Léo não tem nada a completar, imagina eu! O texto do Dr. Dean Ornish é simplesmente perfeito, fantástico, lindo e verdadeiro. Abraço fraterno...

Jonathan Melo 08.04.2010

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