quinta-feira, 21 de junho de 2012

Amor que se prova no fogo

A fé em Cristo Jesus fomentava o coração do padre Léo, durante o período de sua enfermidade.
Pode o ouro ser purificado sem passar pelo fogo? Deus o introduziu ao deserto (deserto: lugar de comunhão com Deus), onde o restauraria plenamente. O ouro precisava ser purificado. É o processo da lapidação. Começa então a provar do fogo da quimioterapia, da radioterapia, sofrendo os efeitos da aplicação.

“A vida do homem sobre a terra é uma luta... Como um escravo que suspira pela sombra... E até a noite me farto de angústias” (Jó 7, 1-4). Totalmente debilitado, em nenhum momento o padre reclamou de suas dores, cheio do Espírito Santo não culpou Deus por seus sofrimentos, pois sabia que o Senhor o estava burilando.
No momento em que se sentia impotente diante de sua dor, quando tudo lhe parecia sem solução, a tristeza vinha, a angústia vinha, mas ainda tinha forças para entrar na presença do Senhor.

Com sinceridade partilhava com Deus a angústia que o afligia, colocando tudo em seu Coração. E muitas vezes o Senhor o repreendia duramente: “Quem é esse que escurece o meu projeto com palavras sem sentido? Se você é homem, esteja pronto” (Jó 38,2-3). No meio desse turbilhão, uma grande desordem, o Senhor lhe pede para estar pronto para a batalha. “Quando lhe coloquei limites com portas e trancas e lhe disse: Você vai chegar até aqui, e não passará...” (Jó 38,10-11). Então compreendeu que o Senhor era dono de sua vida. E que iria tirar mais arestas. Ainda não estava pronto.

Nessa vida não entendemos os caminhos do Senhor, mas a verdade será revelada. Deus quer o melhor para seus filhos, por isso fixa limites, fecha “portas”, para evitar “desordens”.
A experiência de entrar na intimidade do Senhor era sempre um desafio. No silêncio de sua oração, suplicava-lhe a força e a coragem para continuar na luta pela santidade, uma vida santificada, sem a qual não veremos a Deus.
Jesus lhe revelou um mundo diferente, um amor diferente: um amor ferido, um amor posto à prova, e por fim, um amor renovado, restaurado. Ele o chamou à vida nova, à vida plena, pois já estava pronto, atingiu a perfeição.
A morte do padre Léo não se resume no último adeus. Não termina, pois é o dia em que começa a sua verdadeira vida, escondida em Cristo Jesus.

2 comentários:

  1. Nossa que lindo,vocês conseguiriam expressar tudo o que penso sobre padre Léo.

    ResponderExcluir

Os comentários são moderados antes da publicação no blog. Comentários anônimos não serão publicados.
Deixe seu nome ao final do comentário.

Comente este Artigo.
Quer entrar em contato conosco? Clique Aqui

O Blog Padre Léo Eterno agradece sua participação.
Deus lhe abençoe!