domingo, 19 de agosto de 2012

34ª Semana - Orando e aprofundando a cura interior


34ª Semana:


Dn 13,1ss

Neste texto temos dois exemplos da importância da cura interior. Por um lado temos Suzana, mulher de grande beleza e muito piedosa. Por outro lado temos os dois anciãos, nomeados juízes do povo.

Suzana era temente a Deus e procurava viver na pureza de coração. Os dois juízes, apesar da importância do cargo e da idade avançada, cultivaram uma paixão errada pela jovem. É claro que sabemos que a idade avançada não significa nada. Quando trouxeram uma prostituta, pega em flagrante, diante da palavra de Jesus, o Evangelho nos conta que, começando pelos mais velhos, cada um foi se retirando e não apedrejou a pobre moça.

A palavra de Deus nos mostra que nem sempre a idade cura todas as inclinações erradas de nossa vida. O problema aqui é que os dois velhos juízes cultivaram a impureza no coração e não se abriram com ninguém (v.11).

A impureza cultivada gerou a falsidade (v.13) e por fim a artimanha pecaminosa (v.14). Estavam ainda maquinando o pecado quando a jovem chegou para se banhar. Na primeira oportunidade (o pecado está sempre nos rondando como um leão faminto), os dois velhos se precipitaram sobre ela (Davi também não conseguiu resistir ao banho de Betsabé).

Tentaram seduzir a jovem senhora, fazendo sérias ameaças. Afinal de contas, seria o testemunho de dois respeitados juízes contra uma pobre e indefesa moça. Pela lógica ela só tinha a perder (v. 20-21). Mas, como seu coração era puro e sincero diante de Deus, ela não teve medo e recusou a indecente proposta: "Não ! Prefiro cair, sem culpa alguma, em vossas mãos, do que pecar contra o Senhor".

Os gritos de Suzana foram ouvidos pelos empregados, mas acima de tudo foram ouvidos por Deus. Foi caluniada, injuriada, mas não se abateu nem mesmo diante dos poderosos, e entregou-se a uma profunda oração: "Enquanto ela, debulhada em lágrimas, mas com o coração cheio de confiança no Senhor, olhava para o céu" (v.35).

Esta é a verdadeira oração. Diante da condenação, não procurou justificativas humanas. Mais uma vez abriu seu coração em Deus: "Deus eterno, vós que penetrais os segredos, que conheceis os acontecimentos antes que aconteçam, sabeis que isto é um falso testemunho que levantaram contra mim. Vou morrer sem nada ter feito do que maldosamente inventaram contra mim" (v. 42).

Mas "Deus ouviu a sua oração" e se manifestou. A verdade sempre liberta. E o testemunho de Suzana acabou provocando um grande louvor em toda a assembléia, "que se pôs a clamar ruidosamente e a bendizer a Deus por salvar aqueles que nele põem sua esperança" (v. 60).

Padre Léo

Trecho retirado do livro Seja feliz todos os dias 

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