quinta-feira, 24 de abril de 2014

“Jesus, mestre, tem compaixão de nós.”



 Olá meus queridos irmãos em Cristo Jesus, que a Paz do Cristo ressuscitado esteja convosco! Para maior compreensão do texto, ler: Lucas 17, 11-19.

Na época de Jesus quando uma pessoa contraia a lepra, ela perdia o direito de morar em sua própria casa. 

Ela deveria ir para a colônia onde viviam os leprosos. Ela não podia se aproximar das pessoas deveria sempre ficar a distância e gritar: “Eu sou leproso, não cheguem perto de mim”, ou caso a lepra afetasse a sua boca e fala, ela deveria andar com a parte de uma panela, com pedra ou pau, para fazer barulho para o povo perceber que ela estava com lepra e não se aproximar. 

Apesar desse contexto ser da época de Jesus, ele é muito atual. Muitos de nós, cada dia mais estamos repletos de lepras. Somos leprosos e pior do que isso, não temos a coragem de assumir as nossas lepras. 


Mas de alguma forma estamos mantendo as pessoas longe de nós. Criamos máscaras tão poderosas para ocultar nossas dores e sofrimentos, para ocultar nossos pecados, nossas enfermidades, nossas lepras que as pessoas não conseguem chegar ao nosso coração.
Gritamos de forma indireta: “Eu sou leproso, não cheguem perto de mim.” 

Aliás há tantos outros gritos. A vida, as pessoas machucaram tanto o nosso coração que esses gritos se tornaram vários: “Não cheguem perto de mim, eu não mereço amor”, “se afastem de mim eu só faço coisa errada, eu só machuco as pessoas, eu mereço a solidão”. 

Corações feridos e machucados que acabaram por criar pessoas sem auto-estima, sem amor próprio, sem se respeitarem. Juntando-se isso a essa imagem errada que criamos de nós mesmos, através das máscaras, a situação ainda ficou pior, pois acabou criando leprosos um bando de leprosos perdidos, vazios, sem sentido, enfiados num buraco, sem luz, sem destino, sem amor. 

O Padre Léo na pregação: A cura de nossas lepras nos dá dois passos para curar as nossas lepras: 1. Reconhecer que somos leprosos. 2. Ir até Jesus. Se tivermos a coragem de dar esses dois passos, Jesus nos dará a graça de sermos curados. 

Quem dera se hoje pudéssemos ter a mesma coragem que esses leprosos tiveram e podermos dizer a Jesus: “Jesus, mestre, tem compaixão de nós”. Infelizmente não podemos fazer, pois não podemos falar em ‘nós’, pois nos isolamos, somos várias ilhas isoladas nessa imensidão do mar da vida. 

Perdemos a dimensão do ‘nós’, da comunhão, da unidade. Não conseguimos também fazer essa oração, pois ao invés de irmos a Jesus pedir que Ele tenha compaixão de nós, nós vamos pedir outras coisas: um emprego melhor, uma casa nova, o carro do ano, um iphone novo. 

Por isso cada dia mais nos afastamos da cura interior, pois estamos mais preocupados com as coisas externas do que com a cura dos nossos corações. Para finalizar, é quase impossível ouvir de Jesus hoje a frase: “Levanta-te e vai, tua fé te salvou”! Pois colocamos nossa fé nas coisas do mundo.

Colocamos a nossa fé em pessoas que não são capazes de dar aquilo que só Deus é capaz de dar: a cura do nosso coração, a nossa salvação! Não colocamos nossa fé em Deus porque não nos alimentamos de sua Palavra. Não vamos ao seu encontro para conhecê-lo, para adorá-lo, para louvá-lo. 

Mas tudo isso poderá ser mudado, a qualquer momento, desde que tenhamos a coragem de dar os três passos: “Nos reconhecer leprosos, ir até Jesus e poder rezar todos juntos, como comunidade: “Jesus, mestre, tem compaixão de nós.”

Abraço fraterno | Jonathan Melo

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