domingo, 14 de setembro de 2014

Cruz: motivo de glória, sinal de vida eterna!

Hoje, 14 de setembro, somos convidados a cantar o “Hino da Santa Cruz”, quando a Igreja celebra a festa da “Exaltação da Santa Cruz”.
“Do Rei avança o estandarte/ fulge o mistério da Cruz/ onde por nós foi suspenso/ o autor da vida Jesus...”.

Contemplando a Cruz de Jesus vemos que a sua glorificação se deu através de seu sofrimento, e se tornou necessário para a nossa redenção. Sofrer por coisas banais não significa nada, mas sofrer pelo Reino de Deus aqui, garante a participação do cristão na glória eterna.

Padre Léo, em seu livro: “Rastros de Deus”, no capítulo: “Uma grande cruz”, vem nos ajudar a refletir sobre o significado real da cruz:
"No Biguá, onde nasceu e viveu a sua infância, havia uma grande montanha. No pico havia uma enorme cruz de madeira, revestida de vidro... Além disso, tinha uma bela cruz na torre da Capela de São Benedito, e muitos crucifixos em sua casa... Aprendeu a iniciar e encerrar o dia com o Sinal-da-Cruz e a rezar... Passou a conviver com o Sinal-da-cruz, sem conhecer, no entanto a sua profundidade".
Aquele menino da roça via a cruz também como um sinal de morte, quando seu pai o levava à casa de seu avô, e no caminho havia uma cruz, para lembrar que ali morrera uma pessoa. "Um paradoxo começou a existir dentro de sua cabeça de moleque inquieto: a cruz como sinal de vida e a cruz como sinal de morte". 

Ao longo do capítulo nos faz refletir seriamente quando nos diz que é fácil seguir o Cristo, declarar que o amamos, quando estamos bem de saúde, bem financeiramente, nos momentos de plena felicidade. "Mas a vida não é um show, como pensa tanta gente; a vida é luta, é garra, é cruz". 

Mais tarde, padre Léo viveu o que escreveu: "É preciso assumir a cruz a cada momento e sempre. É nisto que consiste o renegar-se a si mesmo. Porque se queremos seguir Jesus, devemos permitir que a sua vontade se realize em nós". O período de sua enfermidade foi revestido de uma paixão humana e espiritual, pois assumiu os sofrimentos de Cristo, na própria carne, a cada momento. Passou pela dor, perseverou na fé, e obediente à vontade do Senhor, chegou ao lar celeste do Pai.

"A cruz de Jesus continua a ser um grande desafio. Continua a ser uma loucura para aqueles que não compreendem o seu sentido, mas é motivo de glória para todos aqueles que nela se crucificaram. E todos aqueles que nela se crucificaram encontraram a vida nova, a ressurreição". 
E termina o capítulo: "Caminhamos com uma certeza: já sabemos o final da história. Pior que seja a cruz, ela não é o fim. A cruz não é a última palavra. O fim é a ressurreição, a plenitude de Deus em nós, e através de nós".

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