quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Rosto humano de Jesus

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"Há amigos mais queridos do que um irmão." Provérbios 18,24

Olá meus queridos e amados irmãos em Cristo Jesus. Graça e paz da parte de Deus nosso Pai. Na caminhada da vida, há momentos em que a cruz parece tão pesada que não conseguimos mais carregá-la. Há dores e sofrimentos que são tão terríveis que conseguem tirar de nós a vontade de viver. 

Volta e meia nós passamos por momentos que nos roubam a alegria, tiram de nós a beleza da vida. Muitas vezes não é preciso vivenciar uma nova situação e essa seja a responsável pela perda da esperança, pela dor ou sofrimento que bate a nossa porta. Muitas vezes nós alimentamos tantas tristezas, dores, sofrimentos e muito pior que isso, alimentamos tanto nossos pecados que a alegria passa a ser uma raridade em nosso coração.

Quando alimentamos tudo isso, nós vamos treinando o coração para a dor, para o sofrimento. Passamos a 'curtir' a dor, algumas vezes como forma de chamar a atenção das pessoas (mesmo que de forma inconsciente). Mas também há alguns de nós que lutamos bravamente contra todo tipo de dor e sofrimento, justamente porque amamos demais a vida para perder tempo com o que não vale a pena. 

Mas mesmo com toda essa luta, parece que a cruz só aumenta. A dor parece que não sara. A ferida continua aberta. Essa ferida muitas vezes se expressa com muitos nomes, ela tem muitas faces: ressentimento, complexo de inferioridade, baixa autoestima, complexo de vítima, rejeição, solidão.

O terrível dessa última é que muitas vezes estamos rodeados de pessoas, mas mesmo assim o nosso coração se sente só. O coração grita, mas ninguém consegue ouvir. Há calor humano ao nosso redor, mas não há braços que acolham o nosso coração. Então ele se fecha, se isola, fica com medo de ser machucado, tem medo de arriscar, então começa a levantar muros para se proteger, só que o mesmo muro que, aparentemente, deveria proteger, acaba nos isolando das pessoas. 

O calor que já não nos aquecia, agora só consegue aquecer o que está ao meu lado. Os braços que poderiam me abraçar já não chegam até a mim. Então passamos a viver na solidão. O pior é ter que travar tantas lutas, que já não são fáceis, e ainda mais sozinhos. Não é nada fácil. É um verdadeiro calvário, uma verdadeira cruz.

A cura que tanto desejamos parece ser um milagre impossível. Até cremos em Deus, em sua Palavra, sabemos que Jesus morreu por nós. Num esforço sobrenatural chegamos a buscar uma simples ajuda, de forma bem tímida, mas aí alguém chega e nos dá um versículo bíblico, ou diz que Deus nos ama, que não deveríamos estar tristes e por ai vai. Além de não ajudar, ainda piora a situação.



Só que Jesus, que é o Emanuel (Deus conosco), não desiste de nós. Por ter sido humano Ele compreende muito bem a nossa dor, pois Ele mesmo experienciou nossas dores. Ele as levou consigo a cruz, por isso sabe bem como dói cada uma delas em nosso coração. Como Ele é o Deus conosco, sempre vem ao nosso encontro, mas sabe muito bem que muitas vezes nós não precisamos de um versículo bíblico, de uma frase dizendo que Ele nos ama.

Por isso muitas vezes Ele se faz de Cirineu e se personifica em rostos humanos e vem ao nosso encontro de forma muito humana. Chega com um largo sorriso, chega com um olhar amoroso, chega com um abraço, chega com todo seu coração, chega numa forma de um amigo (a), de irmão (irmã), pai ou mãe, alguma parente, esposa, marido...

A cura que nós tanto buscamos, muitas vezes vem através de um amigo ou amiga. Alguém que senta ao nosso lado e diz: ''Estou aqui". Alguém que não vem trazer mais um fardo, mas vem querer carregar o nosso. Alguém que não vem julgar, mas compreender e acolher. 

Esse alguém consegue quebrar os muros do ressentimento, do desamor, das decepções, das rejeições, da solidão com o seu amor, com sua alegria, com seu carinho, com seus braços e abraços. O que era solidão, passa a ser comunhão. A vida renasce. O nosso coração volta a bater com amor. As cortinas da vida se abrem. É o novo que se inicia.

As lutas já não são mais tão difíceis, a cruz já não pesa tanto. O fardo que nos curvava diante da vida e dos problemas já vai perdendo a força. Vamos levantando para retomar a caminhada. Agora não mais sozinhos, mas acompanhados de um ou de vários amigos e irmãos que estão ao nosso lado no desejo de nos amar, nos aceitar como somos. 


Com a certeza desse amor humano, amor fraterno, nós readquirimos a vontade de viver, a vontade de sonhar novamente. A esperança renasce. Na certeza dessa presença humana de Jesus ao nosso lado, nós voltamos a acreditar no amor e na vida. Tudo se torna mais fácil quando se tem pessoas ao nosso lado que nos apoia e deseja caminhar conosco.

Por isso vamos rezar:



Que sejamos o rosto humano de Jesus para os nossos irmãos!!!
Abraço fraterno...
Jonathan Melo

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