quinta-feira, 19 de março de 2015

As negligências do amor

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Olá meus queridos irmãos em Cristo Jesus, paz e graça da parte de Deus nosso Pai a todos vocês! “Nós machucamos as pessoas porque temos o coração ferido e machucado”. Padre Léo. Essa frase é de uma atualidade imensa. A maior parte de nossas dores e sofrimentos surge através dos vários relacionamentos que vivenciamos diariamente.

Todo ser humano anseia por amar e ser amado, mas temos conseguido machucar muito mais do que amar. Por quê? Porque temos coração ferido e machucado. O nosso coração é um sacrário inviolável de Deus, ele é sagrado, puro, mas por que ele se tornou ferido e machucado? Por  que esse sacrário foi violado?

Porque possuímos a mesma natureza de Deus, ou seja, nós amamos com o coração e amar é dar o coração ao outro, é abrir o coração para o outro entrar. É como o Padre Léo nos diz: “amar é tirar pedaço do nosso coração e dar ao outro e isso dói”, “amar é preparar o coração para se decepcionar”, “amar é colocar o nosso coração sobre as misérias do outro”.

Então, podemos nos perguntar: estamos preparados para amar? Estamos dispostos a abrir o nosso sacrário para acolher o coração do outro? Será que queremos colocar o nosso coração, o nosso amor, sobre a miséria do outro? Será que estamos dispostos a dar o nosso coração, mesmo correndo o risco de ser decepcionado, machucado, ferido e traído?

Provavelmente não estamos nem preparados nem dispostos a nenhuma dessas alternativas. Por que? Porque somos seres muito frágeis, inseguros, medrosos, egoístas, e a coisa que mais tememos é a dor e o sofrimento. O amor e a dor sempre caminharão lado a lado. Como nos diz o Márcio Mendes: "não existe experiência de amor sem dor".

Amar não é um sentimento, mas sim uma atitude concreta do coração. Muitas das que famílias estão se desfazendo, não é por falta de amor, mas sim pela negligência do amor. O relacionamento deve ser voltado para o outro, quando me disponho a amar alguém, eu me disponho a fazer esse alguém feliz. A minha felicidade estar em fazer o outro feliz. Como diz Jesus: “há mais alegria em dar do que receber.

Só que nas famílias e nos relacionamentos de hoje o que predomina é o ‘eu’. Primeiro eu, segundo eu, terceiro eu. O relacionamento passa a girar em torno do meu eu, das minhas vontades, dos meus desejos, dos meus sonhos. Eu não vou percebendo que aos poucos eu vou minando o sentimento do outro. Vou mutilando o coração do outro, vou negligenciando o outro.

E assim vou vivendo, uma dificuldade aqui eu ignoro, na outra ali eu passo por cima, chega um ponto em que dentro da própria família vão se formando ‘ilhas’ e a família se torna ‘fami-ilhas’, o Padre Léo já falava sobre isso.

Cada um fica na sua, o que era pra ser ponte se torna abismo. O que era pra ser carinho, se torna desrespeito, o que era pra ser confiança se torna frieza, o que era pra ser diálogo se torna solidão, o que era pra ser amor se torna indiferença.

E como ninguém é de ferro, um dia a gente cansa. Cansa-se de ter sido tão negligenciado, tão esquecido, tão rejeitado, tão desrespeitado. O meu amor foi negligenciado. O meu respeito foi ignorado. O meu coração foi ferido.

Quando chegamos nesse limite, só há um caminho a se percorrer: o caminho do amor e do perdão! Por que amor e perdão? Porque o perdão é um desdobramento do amor. Só quem ama perdoa. Amor sem perdão não é amor e o perdão sem amor (se é que existe), não cura, não liberta.

Jesus nos diz: Eis que faço nova todas as coisas

A cruz de Jesus é a expressão máxima do amor misericordioso do Pai. O Cristo crucificado é a maior prova de amor, a maior prova de perdão, a maior prova de renovação. Esse é o caminho que precisamos buscar: o Cristo crucificado na cruz. Como São Paulo fala: nós pregamos o Cristo crucificado. A cruz não é sinal de derrota, mas sim de vitória.


Nós só conseguirmos curar o nosso coração ferido e machucado se passarmos pela cruz de Cristo. Só ressuscita quem caminha pelo calvário, toma sua cruz e segue a Jesus. Muitas famílias estão se desfazendo hoje porque está faltando a presença de Jesus no meio delas. Vamos rezar pelas famílias e pelos relacionamentos:


No amor de Cristo que nos une...
Abraço fraterno,
Jonathan Melo

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