segunda-feira, 25 de maio de 2015

Quanto custa viver?

Este é o título do último capítulo do livro: Saborear a vida. Nesse livro, padre Léo nos faz contemplar a vida sob nova visão, nos ensina a olharmos cada pessoa a partir de sua história. São experiências vividas, que nos apontam o caminho para saborearmos a vida, mesmo que estejamos vivendo momentos de dor e sofrimento, transformando tudo em aprendizado.

A narrativa emocionante, a sua experiência com a morte do Sueco, é uma rica lição para todos nós. "Peçamos a graça de valorizar cada pessoa que temos a alegria de compartilhar, nem que sejam somente alguns minutos de história e de vida... Não tenhamos medo de dizer o quanto amamos as pessoas com as quais convivemos. Na primeira oportunidade que tiver diga: ‘eu amo você’! Talvez seja a última ou única chance que ainda temos". 

"Foi isso que aprendi quando vi o Sueco, consagrado de Bethânia, pela última vez num leito de hospital em Curitiba. Ele vinha sofrendo as consequências de um terrível câncer de pulmão que se alastrara por todo o seu corpo. Estava nos últimos dias de vida... Nem mesmo a morfina que recebia direto na veia conseguia diminuir aquelas dores terríveis". 

"Entrei no quarto, beijei seu rosto emagrecido, banhado por um suor frio. Ele quase não podia falar... 
Quando fui lhe dar um beijo de despedida, ele me olhou com seus arregalados olhos claros, com muito esforço tirou a máscara de oxigênio e, buscando suas últimas forças, falou baixinho, duas vezes seguidas, olhando nos meus olhos: 
‘-Pai, eu te amo! Pai, eu te amo!’
-Eu também te amo, meu filho. Muito! Muito mesmo. Você sabe disso. Não consegui disfarçar minhas lágrimas. Era a última vez que nos vimos". 

Este pequeno trecho do livro, assim como todos os capítulos do livro, nos ensina a olharmos a vida como um dom precioso. Não sabemos quanto tempo ainda temos aqui, por isso temos que vivê-lo intensamente, amando.
Cristo amou-nos até o seu sangue derramado. E esse é o único caminho. Em qualquer situação de nossa vida, só há uma saída: permanecer com o Senhor. Deus amou o padre Léo no seu calvário.
O sofrimento do padre foi a maneira que o Senhor encontrou de dizer: “Léo, eu te amo! Léo, eu te amo!”. 

Ao padre Léo podemos aplicar o que ele escreveu ao final do capítulo, referindo-se ao Sueco:
"Mas sua vida não foi em vão. Tudo o que semeou como consagrado de Bethânia ainda frutificará por muitos e muitos anos... Descanse em paz, nesse céu que você, depois que descobriu, ajudou a criar para muitas pessoas que com você aprenderam a saborear a vida".  

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