quinta-feira, 18 de junho de 2015

Amar como Jesus amou

Escolha tipo e tamanho da fonte do texto:


"Jesus se achava em Betânia, em casa de Simão, o leproso. Quando ele se pôs à mesa, entrou uma mulher trazendo um vaso de alabastro cheio de um perfume de nardo puro, de grande preço, e, quebrando o vaso, derramou-lho sobre a cabeça." Marcos 14, 3. 


Olá meus queridos e amados irmãos em Cristo Jesus, que a misericórdia de Deus cure os vossos corações! Tocam-me profundamente o coração as atitudes amorosas de Jesus por essa família de Bethânia. 

Cada dia mais percebo o quanto estou longe de viver o cristianismo, o quanto estou longe de ter um coração semelhante ao de Jesus. Jesus, segundo o Padre Léo (Pregação - PHS Por hoje sim), conviveu com essa família de Bethânia, em torno de cinco anos, ao menos três anos com certeza. 

Ao longo desse tempo, Jesus viu de perto todas as fragilidades, humanidades, limitações, pecados dessa família. Não há relatos de que em algum momento Jesus julgou, questionou, comentou, sobre os comportamentos dessas pessoas. 

O silêncio de Jesus acerca dessas atitudes e comportamentos, choca a minha inteligência, fere a minha racionalidade. Jesus experienciou vários dias no meio dessa colônia de leprosos.

A partir disso, podemos inferir que Ele viveu em meio aos excluídos, em meio a pessoas que, provavelmente, todos nós e cada um de nós com certeza sequer chegaríamos perto. Jesus não só viveu entre eles, como os amou profundamente. O amor de Jesus o fazia amá-los a partir do coração deles, não a partir do que eles faziam ou deixavam de fazer.

O amor de Jesus o fez passar por cima dos erros, dos pecados, dos medos dessas pessoas. O amor de Jesus o fez tê-los como amigos. O amor de Jesus não permitia que em nenhum momento Ele se sentisse melhor do que eles, acima deles, ou de alguma forma os humilhasse, os rebaixasse, jogasse na cara deles que eles eram pecadores ou que talvez não fossem dignos de sua presença, de seu amor. 

Jesus não os privou de sua presença, de seu carinho, de sua amizade, de seu amor, pelo contrário, os amou e amou abundantemente. Amou da única forma que Ele sabia amar: com todo o seu amor! 

Meus amigos meditar sobre essas atitudes de Jesus me faz repensar a minha forma de ser e de amar. O meu amor humano é muito limitado e frágil. Basta uma decepção, uma traição, para eu ressentir, para eu ficar com raiva, para eu não amar o outro. Faço muito pior que isso, pois além de não amar, eu o julgo, o condeno. Minha própria família eu não consigo amar verdadeiramente. Então me pergunto: 


Como amar com o mesmo amor que Jesus amou e ama? 

Nós só conseguiremos amar como Jesus ama, se amarmos junto com Ele. Deus nunca vai nos pedir algo, sem que antes, Ele mesmo nos dê a capacidade de fazer. É Deus quem sempre deu e dá o primeiro passo. Foi Ele quem nos amou primeiro. Foi Ele quem nos criou. Foi Ele que nos ensinou a amar. Foi Ele quem nos salvou morrendo por nós na cruz. 
Ainda achando pouco nos enviou o Espírito Santo para que possamos fazer tudo com Ele. 

A partir dessa verdade, nós podemos concluir que nós conseguiremos amar como Jesus ama, pois Ele mesmo nos dá essa graça, esse dom, através do Espírito Santo. O amor é uma atitude concreta do nosso coração. Se é uma atitude é porque vai além de sentimentos ou emoções, pois esses são voláteis, variam com muita facilidade, a atitude não, ela parte de uma vontade concreta do coração.

Acredito que é um desafio muito grande amar como Jesus amou. Ser cristão é amar com o mesmo amor de Jesus. Ser cristão é amar mesmo sendo caluniado, mesmo sendo ferido, mesmo sendo decepcionado. Como o Padre Léo nos disse:


“Amar é preparar o coração para se decepcionar.” 


Sabemos que o amor e a dor sempre andarão juntos. Como o Márcio Mendes fala: “Não há experiência de amor sem dor”. Por isso precisamos ir além das dores e sofrimentos. O amor é o caminho que nos leva a ver através das atitudes, através das palavras, através das dores, através dos erros. 

Quanto mais nós conseguirmos amar, sobretudo aqueles que nos machucam, que nos decepcionam, mais estaremos nos aproximando da vontade Deus, mais estaremos nos aproximando do Coração de Jesus. 

Mas para amar precisamos compreender que o amor ao outro não nos faz negligenciar a si mesmo. Eu consigo amar o outro a partir do momento que eu consigo me amar primeiramente. Amar ao outro sem amar a si mesmo não é amor. O verdadeiro amor é algo que quando nasce no coração faz bem, primeiramente, a quem ama.

Não há como o amor fazer bem ao outro sem antes fazer bem a quem se propõe a amar. O amor é amor onde quer que ele vá. Também precisamos entender que amar o outro não é se prestar a certos papéis. Muitas vezes passamos a vivenciar alguns papeis para poder sermos amados pelo outro, para poder sermos aceitos pelo outro, isso é um erro gravíssimo que trás muitos males ao nosso coração. 

O nosso amor tem que se basear no amor de Jesus Cristo, pois Ele nos ama e não nos cobra nada para nos amar. Da mesma forma, quando nos dispomos a amar o outro precisamos amar de forma gratuita, sem expectativas, sem ilusões ou fantasias, precisamos amar a partir de uma escolha concreta do nosso coração. 

Eu o (a) amo, pois decido concreta e racionalmente que desejo amá-lo (a) gratuitamente. Desejo amá-lo (a) a partir do seu coração, a partir do que você é, sem exigir isso ou aquilo para poder lhe amar. Nós temos condições de amar como Jesus amou, mas o único caminho para isso é amar junto com Ele, sem Ele não conseguiremos nada, absolutamente nada.



Abraço fraterno...
Jonathan Melo

0 Comentários:

Postar um comentário

Os comentários são moderados antes da publicação no blog. Comentários anônimos não serão publicados.
Deixe seu nome ao final do comentário.

Comente este Artigo.
Quer entrar em contato conosco? Clique Aqui

O Blog Padre Léo Eterno agradece sua participação.
Deus lhe abençoe!