quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Episódio da cozinha e o aumento da "barreira"

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De: o mais gentil dos Josés
Assunto: episódio da cozinha e o aumento da “barreira”
Para: padreleo_ceu@hotmail.com


          Olá, pai querido!
          Estou de volta, como prometi.
          No meu e-mail anterior eu estava me recordando da decepção do meu primeiro encontro com o senhor, lembra?...
          Pois é... Eu terminei o e-mail falando da “barreira” que eu construí em relação ao senhor, porque eu o tinha idealizado de um jeito, e o senhor não fez o mínimo esforço para aliviar, né?...  depois o senhor me explicou o porquê da sua dinâmica, e eu entendi, mas, só depois.
          Continuando a minha decepção e a sua dinâmica de “não aliviar a barra”, lembro que o clima estava “pesado” entre nós. E, para piorar ainda mais a situação, recordo-me que o senhor tinha chegado ao recanto e passado a tarde inteirinha conversando com os Consagrados e com os filhos – menos comigo, é claro –, e, à tardinha, o senhor estava na cozinha falando com o Toshio e o Daniel. Então eu entrei, pedi uma licença malcriada e passei entre os três – trombudo, para variar. Ah! pai querido, eu dei uns três ou quatro passos quando ouvi o senhor perguntar para o Daniel, meio baixinho, mas de uma forma que para mim beirava o “deboche”: “– Quem é esse rapaz?”, no que o Daniel respondeu: “– Esse é o nosso filho José Gentil” e o senhor retrucou com ironia: “– Nunca vi mais gordo”.
          Pronto! Foi a gota d’água que faltava... “Como nunca me viu”? – perguntava-me. “Será que esse Padreco se acha tão importante assim? Já estou há quase dois meses aqui, e ele nunca me viu?... Será que ele se acha o último gole de Coca-Cola no deserto”?
          Desculpe-me, pai querido, mas é que naquela época eu estava ainda muito ferido e machucado, vindo das ruas, e... o senhor sabe como é, né?... as ruas não ensinam nada de bom para ninguém.
          Mas o senhor também tem um pouco de culpa por eu ficar daquele jeito, sabe?... Não custava nada o senhor conversar um pouco comigo, como fazia com todo mundo. Mas parece que o senhor fez aquilo de “birra”, só para me deixar com mais raiva, e conseguiu.
          Então, com muita amargura no coração, vi de novo o senhor sair do recanto no carro do Toshio, e eu não cansava de repetir para mim mesmo, batendo com a mão na testa: “– Meu Deus, que decepção!”
          Meu e-mail para o senhor hoje é curtinho, sabe pai?... É só mesmo para pontuar esse momento e não deixá-lo perdido no tempo e no espaço, e serve também para nos lembrar que a nossa relação de amizade foi uma crescente, feita no dia a dia, e... sem nenhuma “moleza” de sua parte.
          Te amo.


José Gentil, bth
jpiresbethania@hotmail.com


Obs: esse e outros 39 "emails ao Padre Léo" fazem parte do livro "O Essencial é Invisível aos Olhos - A minha experiência pessoal com o Padre Léo", de autoria de José Gentil (ou o mais Gentil dos Josés, como Padre Léo o chamava), escritor e consagrado da Comunidade Bethânia.

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