quinta-feira, 14 de abril de 2016

Curar os olhos do coração

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"Rogo ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento dele; que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que ele reserva aos santos, e qual a suprema grandeza de seu poder para conosco, que abraçamos a fé."Efésios 1, 17-19

Olá, meus queridos e amados irmãos em Cristo Jesus. 'Graça e paz da parte de Deus nosso Pai!' Estamos vivendo momentos em que cada dia mais os relacionamentos humanos precisam dessa oração de São Paulo. Precisamos cada dia mais pedir a Deus a graça de termos os olhos do nosso coração iluminados. Precisamos curar os olhos do nosso coração.

É fato que muitos de nossas relações estão desgastadas, estão insuportáveis, passaram dos limites de paciência. Não conseguimos mais conviver com certas pessoas. Só de olhar já nos dá um enjoo, tomamos um abuso muito grande de certas pessoas. Se pudéssemos nem conviveríamos com alguns tipos de pessoas, mas infelizmente acabamos por ter de conviver. 


Todos nós passamos por isso e não podemos mais continuar vivendo dessa forma. Se continuarmos nesse mesmo ritmo a sociedade, o  mundo se tornará inabitável. Precisamos aprender a nos relacionar melhor.

Como poderemos mudar essa realidade?
Um dos passos mais importantes é justamente esse que São Paulo reza: iluminar os olhos do nosso coração, curar os olhos do nosso coração. Cada ofensa que recebemos, cada gesto falso que recebemos, cada atitude que não concordamos vai embaçando a nossa visão. Vai trazendo sombra e trevas para o nosso coração. Nossa visão se torna obscura. Cada atitude vai retirando a imagem inicial e vai criando uma nova imagem acerca da outra pessoa ou de alguma situação ou até mesmo da vida.

O pior é que, geralmente nessas situações, nós nos achamos os donos da verdade, os outros é que são sempre errados, os outros é que são falsos, os outros é que são fofoqueiros. Nós é quem somos as vítimas. Nós é que enxergamos a situação da forma correta, de tal modo que o outro é quem realmente está errado. E na verdade somos tão cegos quanto o outro e por vezes somos cegos guiando cegos. 

Somando-se a isso os ressentimentos, as feridas que isso vai causando em nosso coração, chega um ponto que nós já nem lembramos mais como eram as pessoas, como eram a situações, até achamos que nos iludimos, achamos que o que vivemos foi uma fantasia. O Padre Léo nos ensinou que o encardido vem com sua lupa e amplia a coisa negativa e nós não conseguimos mais enxergar a situação com os olhos de Deus.

Quando nós nos unimos a São Paulo e pedimos a Deus que cure os olhos do nosso coração, Ele (que já vinha trabalhando para essa cura) vem com toda sua luz para iluminar as trevas do nosso coração. Isso mesmo, Deus já vinha trabalhando em nossa coração, só que Ele não cura sozinho. Ele se faz precisar da abertura de nosso coração, precisa do nosso sim, precisa da parte humana, pois como nos ensinou o Padre Léo, Ele trabalha em conjunto conosco. Ele é muito gentil, não nos violenta nunca e age conforme nossa permissão.

Nós não havíamos nos curado ainda, pois estávamos cegos, só enxergávamos a mágoa, as atitudes erradas do outro. Só que nós não conseguíamos enxergar além das atitudes, não conseguíamos enxergar através das situações. Por isso é fundamental curarmos os olhos de nosso coração, para que possamos enxergar as pessoas, as situações, a vida, o mundo com os olhos de Deus, com os olhos de misericórdia, de perdão, de amor. 

O caminho é esse: curar os olhos do coração. Tentar começar uma nova forma de enxergar a situação, uma nova forma de enxergar o outro, com olhos de compreensão, de acolhida, de serenidade, de perdão, de misericórdia. 

É olhar para a nossa miséria, deixar que Deus coloque seu amor sobre nossa miséria. Que Ele cure o nosso coração e nos renove para amar, para podermos conseguir olhar o outro com os olhos de Deus, com os olhos curados do coração. Com o coração curado, nós poderemos olhar o outro com o olhar de perdão. Perdoar o outro não significa ser besta, ser 'anta' ou coisa do tipo, não. Uma das coisas que nos ajuda a olhar o outro com os olhos de Deus é rezando por ele, rezando com a situação que nos machucou, retomando as lembranças negativas e transformando-as em oração.

Perdoar é, primeiramente, lavar o nosso coração com o amor de Deus. É libertar o nosso coração das feridas, das mágoas que o outro causou, ou melhor, que eu permiti que o outro causasse. É libertar o outro também, libertar do erro, é finalizar a ação do encardido sobre a situação e deixar que Deus renove os corações para uma nova forma de ser, de se comportar, de enxergar o outro, a situação, a vida...

Claro que conseguir isso é algo bem complicado, que requer muito esforço, muito empenho, muita oração e muito mais do que isso, é muito joelho no chão mesmo. A cura do nosso coração é luta, como diz o Padre Léo. Mas permitir que Deus renove o nosso coração, os nossos relacionamentos, enxergar o outro, que tanto nos feriu ou magoou, com olhos de amor, de misericórdia também não é tão difícil quanto imaginamos. É um processo, é uma nova caminhada que precisamos decidir caminhar. O problema está na dureza do nosso coração.

Que possamos rezar pedindo a Deus a graça da cura dos olhos do nosso coração para que possamos voltar a graça do amor ao próximo. Vale a pena tentar! Vale a pena começar agora essa caminhada. Quem mais vai lucrar somos nós mesmos.


Vamos rezar como o nosso querido pai Padre Léo nos ensinou: "Pai santo, Pai querido, Pai amado..."


Abraço fraterno!
Jonathan Melo

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