sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Você nasceu para ser livre

"Eu, quando parei de fumar (por graça e misericórdia de Deus), eu fumava três maços de cigarros por dia. Na minha cama tinha, ao alcance da minha mão, o cinzeiro, o maço de cigarros e o isqueiro. E quando eu sentia que estava acordando, a mão já ia... Eu não levantava da cama sem antes fumar um cigarro. Nunca! E quando eu ia deitar que o maço de cigarros só tinha cinco ou seis cigarros, eu ficava desesperado, imaginando: 'Meu Deus do Céu! Minha Nossa Senhora! São Miguel Arcanjo... E se me faltar cigarro de noite, o que é que eu vou fazer?'. Porque você começa a prever… Sinal do quê? De que o desejo que eu tenho pela droga não é pela droga. 



A maior prova, aquilo que em dependência química se chama tolerância, é que eu tenho que aumentar a quantidade de droga pra fazer o mesmo efeito... É a prova teológica de que o desejo que tem dentro do seu coração não é de fumar maconha. Não é de cheirar cocaína. Por isso que você sempre precisa de algo mais. 

Mesma coisa com o sexo. Se você transar com uma menina... Vocês, homens! Esse negócio de mulher com mulher... Isso não funciona! E homem com homem? Piorou! Porque está na Bíblia: Deus criou Adão e Eva. Não foi Adão e Ivo... Isso deviam falar nas paradas dos gays, lá... Adão e Eva. Não foi? Se na Bíblia tiver que Deus criou Adão e Ivo, e trouxe o Ivo pro Adão... O Adão falou: 'Ó, Senhor, leva isso aí pra lá... Não tem uma coisa melhor não?'.

Se você, rapaz, transar com dez mulheres, não satisfaz você. Vinte mulheres? Não satisfaz. Aliás, se você se relacionar com todas as mulheres que existem no mundo, não preenche. E você, mulher, também... Quando uma pessoa vai pelo caminho da infidelidade, não tem limite. Por quê? Porque o sexo pelo sexo não preenche. Se sexo pelo sexo fizesse a pessoa ser feliz, prostitutas e homossexuais seriam as pessoas mais felizes da terra! E não são. Ao menos os que chegam lá em casa não são. E alguns chegam velhos, com 20, 22, 23 anos de idade… E uma das maiores dificuldades que eles têm é de se perdoarem por terem caído onde caíram.



Então, o desejo que eu tenho pela droga, pela maconha, pela cocaína, pelo sexo, é um desejo que não vai preencher nunca! Por quê? Porque esse desejo é, na verdade, um desejo por algo mais. Por algo maior! E o que é triste: além de não preencher, além de não satisfazer os desejos, a pessoa quando alimenta o desejo com aquilo que aparentemente é o objeto do desejo, pouco a pouco vai se tornando escrava. Ou como São Marcos, esse jovem que escreveu o Evangelho pra nós, nos ensina que a pessoa vai se tornando possuída. Aqui nós entendemos... E quem de vocês aqui já foi escravo de alguma coisa, como eu fui do cigarro... Quem aqui já foi escravo do cigarro ou de qualquer outra coisa sabe exatamente o que significa a palavra possessão. Eu não disse que eu acordava e, automaticamente, batia a mão? Eu já estava possuído. Quem tomava conta de mim? Era o meu maço de cigarros. Ele me dominava!

A bebida, a mesma coisa… Se no começo a pessoa é livre para tomar um copo gelado de cerveja... Muito bem! Tem até esse aspecto bonito que a televisão coloca, esse aspecto romântico. E aliás, se você não for… E eu afirmo e reafirmo isso, se você não for dependente químico não tem pecado nenhum você tomar um gole de cerveja na sua família, uma taça de vinho. Não tem pecado se você não é dependente químico. Não mistura bobagem. Porque senão Jesus foi grande pecador, porque além de tomar vinho, Ele multiplicou vinho, transformou água em vinho e ainda falou que o vinho ia ser o sangue Dele.

A pessoa perde a beleza da bebida e agora a bebida passa a beber a pessoa. Vai perdendo o romantismo do cigarro. A televisão mostrava: a pessoa fumando era uma pessoa romântica! Ninguém mostra na televisão, por exemplo uma pessoa banguela fumando assim... Até pra pôr o cigarro no vão do dente assim, né?"

Padre Léo

Trecho da pregação "Você nasceu para ser livre".

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