segunda-feira, 6 de março de 2017

Sofrer e contemplar a dor é renovar a esperança em Cristo Jesus


"...Se quero essa vida verdadeira, ou eu me aproximo de Jesus, ou eu me encontro com Jesus. Nem que seja a partir dessa angústia, que tantas vezes tomou conta do meu coração.
A dor faz a gente ficar irracional. Quando vem a dor, remédio nenhum consegue tirar.

Teve um dia que colocaram uma máquina ligada na minha veia, com um saco plástico cheio de morfina. E me disseram para apertar, quando viesse a dor. Depois o médico veio ver, eu tinha apertado 129 vezes. Não passava a dor, morfina não passava a dor.

Nessa hora, é o suspiro da alma que diz: Jesus, Jesus. Você não consegue nem terminar: Jesus tem piedade de mim!

Eu tenho dó de quem não tem Jesus, de quem não encontrou Jesus. Esse é doente, esse é pobre, é o mais miserável do ser humano" (pregação: Buscai as coisas do alto).

Estamos preparados para receber o que não queremos para a nossa vida? Como contemplar a dor, como saboreá-la, se está além do nosso limite? A dor não nos deixa rezar, não nos deixa entrar em comunhão com Deus. Podemos entender a dor como graça de Deus que nos capacita a buscar a sua face?
Padre Léo, durante a subida ao calvário fez a experiência de contemplar a dor como forma de amor, de crescimento espiritual, quando dizia: "Não tenham medo do sofrimento, porque ele nos torna melhores, nos ajuda, nos faz virar gente". Ao invés de nos levar ao desespero, produz a perseverança, a paciência. Assim, nossa fé será provada, renovando nossa esperança.

Assim como Davi, (salmo 12/13), que na sua extrema tristeza, recorre a Deus, buscando o sentido para a sua aflição, padre Léo, nos momentos mais dolorosos, atravessando as noites escuras, transforma o seu sofrimento em Louvor a Deus. É o clamor daquele que sofre, mas com a certeza do seu amor.

A cada jornada: quimioterapia, radioterapia, a sua cruz ficava mais pesada. Muitas vezes temos que atravessar as noites escuras, mas a luz brilha para aquele que vive no Senhor. O padre decidiu  transformar a sua noite escura num caminho para Deus. Com toda a segurança afirmou o seu médico: “Padre Léo era uma pessoa antes da doença e se tornou outra depois dela... Ele nunca se queixou, nunca reclamou, mesmo num quadro de dor insuportável. Nitidamente a gente viu: ele transcendeu a doença”.


Para nós cristãos, sofrer a dor na carne, é continuar o sofrimento de Cristo. São Paulo vai dizer aos colossenses 1,24: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo, que é a Igreja”. A alegria de Paulo está no fato de participar dos sofrimentos de Cristo. E se participamos da paixão de Cristo, também participamos de sua glória, portanto, Jesus é a esperança da glória futura e da vida eterna.
Na dor, no sofrimento, ou nos apegamos a Deus ou perdemos o sentido da vida que vem pela cruz, expressão do amor de Deus. Padre Léo não fugiu da cruz, uniu seu sofrimento ao sofrimento de Jesus, o instrumento para a sua salvação.

Precisamos nos encontrar com Jesus, é tempo de aprender Dele, de ir moldando nosso coração, segundo o Coração Dele, a fim de que nossa vida seja plenificada por Ele.










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