domingo, 30 de abril de 2017

Dona Nazaré faz dois anos de Céu

Ontem, dia 29.04, fez dois anos que o Céu recebeu a santa mãe de padre Léo, nossa querida Dona Nazaré, mulher forte, de Deus e oração. Para homenagearmos aquela com quem padre Léo aprendeu a ser Bethânia, postamos abaixo algumas das muitas histórias que ele nos contou sobre ela em seus livros e pregações:


Com sua mãe, padre Léo aprendeu a repartir, ser generoso, solidário e acolhedor com o próximo, como ele nos diz no livro Jovens Sarados:

"Nossa família era pobre, mas quando chegava alguém pedindo esmola ou comida, mamãe nunca punha comida naquela lata suja deles, não. Arrumava a mesa e colocava a pessoa para sentar conosco, pois ela iria comer daquilo que nós comeríamos." 



No livro Experenciar Milagres, ele relatou um momento tocante:

"Quando chegou o dia de minha partida para Lavras (seminário), eu acordei assustado, pouco antes das cinco horas da manhã. Naquela madrugada quente eu acordei com algo que caía no meu rosto. Ao abrir os olhos, percebi que eram as lágrimas de mamãe. Ela devia estar ali havia alguns minutos, contemplando o filho que dormia e não encontrava coragem de chamar-me. Mamãe me acordou com suas lágrimas... Santas lágrimas."

Na pregação A necessidade da cura interior, padre Léo nos dá um impressionante testemunho da fé de sua mãe mesmo diante do maior sofrimento que uma mãe pode passar: a perda de um filho.



"Os nossos sentimentos revelam quem somos nós. Você sabe quando a pessoa ama pra valer é em velório, porque se a pessoa se descabela, pode saber: é peso de consciência. Aí você vê que a pessoa tem fé. A pessoa do coração curado sofre, mas é diferente!

Vou dar um testemunho que muito me tocou: Quando meu irmão mais velho morreu, uma morte absurda, bebia muito. A hora em que parou já era tarde. Dodô morreu, morte estúpida, de 44 para 45 anos de idade. Como diz papai: Mãe nenhuma cria filho pra morrer.

E diziam: Como mamãe vai reagir? Será que ela vai aguentar? Somos muito unidos, amorosos!

Fui buscar mamãe e papai na porta da capela, claro que chorando. Mamãe chegou ao lado do caixão, deu um beijo na testa de Dodô. Dona Nazaré enfiou a mão no bolso, tirou o terço e começou:

‘Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra... ’ 

Entende o que é coração curado? É na hora do sofrimento. Ali descobri ainda mais a mãe que eu tinha. Isso é sentir. A fé é sentimento, é emoção, mas não a emoção descabelada." 

No livro  A cura do ressentimento, padre Léo nos diz que foi na casa de sua santa mãe que veio a base do que ele pregava sobre cura interior: 



"Desde pequeno aprendi com meus pais que aos outros devemos sempre dar o melhor. Para as visitas eram reservadas a melhor roupa de cama, a melhor toalha de banho. No galinheiro tinha sempre um frango de reserva. Que sabedoria maravilhosa de cura interior! 

Na casa de Quinzinho e Nazaré, meus pais, no Biguá, aprendi a maior parte das coisas que uso no ministério de cura interior." 

Que aprendemos também com o exemplo de Dona Nazaré, mulher simples, sábia e coração curado. Dona Nazaré, do Céu, rogai por nós!

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