domingo, 30 de julho de 2017

O destino de uma vida!

Nesta sexta-feira (28/07) tivemos a triste notícia da morte do menino Charlie Gard de 11 meses, que sofria de uma doença rara e incurável. Ele estava internado num hospital de Londres. Depois de uma longa batalha judicial, um juiz deu a ordem de retirar os aparelhos que o mantinha vivo.






A vida é dom de Deus, portanto, viver é caminhar rumo a Ele. O Catecismo da Igreja Católica,  número 2277 diz: “Sejam quais forem os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inadmissível”.
E diz ainda o número 2279: “ ...Os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada de caridade desinteressada. Por esta razão devem ser encorajados”. O hospital negou o pedido dos pais em levá-lo para a casa. Depois pediram para ficar alguns dias com o filho em uma clínica. Pedido negado. 
E vem o desabafo: “Nós só queremos paz com o nosso filho, sem hospital, sem advogados, sem tribunal, sem mídia, apenas tempo de qualidade com Charlie longe de tudo, para dizer adeus a ele da maneira mais amorosa”.

Eles só queriam ficar com o filho da maneira mais amorosa. Até que ponto o amor é uma lei? O amor supera todas as leis, a prática das normas estabelecidas por Deus nas Escrituras Sagradas, depende só de nós, obedecê-las ou não. Mas devemos ter a certeza de que a única e verdadeira lei, pela qual seremos salvos é amar.
Padre Léo, na pregação: “O Espírito Santo nos revela em Deus”, nos fala da violação dessa lei:
“Que visão medonha que hoje o mundo tem do ser humano. É o ser humano coisificado. A grande doença do mundo hoje tem a ver com a incapacidade de amar. Se não ama a Deus, como amar o outro?... o ser humano não reconhece Deus no outro”.

Deus ama, não condena, porém não significa que podemos viver seu cristianismo de qualquer jeito, dizia padre Léo. Estão deixando o amor morrer...O pior jeito que o ser humano moderno encontrou para matar o amor é através da indiferença religiosa, à Deus e às pessoas... Muitos estão desligando o aparelho, matando o amor, através da indiferença". Aqui o padre cita o caso polêmico de Terry Schiavo. Em 1990, Terry sofreu uma parada cardíaca. Desde então era mantida viva através de aparelhos. Em 19 de março de 2005, Michael, seu marido, conseguiu na justiça a permissão para o desligamento dos aparelhos.

O menino Charlie já está nos braços do Senhor da vida, mas o amor por ele nunca vai desaparecer, porque o amor é eterno, transcende o tempo e o espaço porque é a vida do próprio Deus.
Que Maria Santíssima interceda pela família Gard e por todos nós!


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